O campo sintético do Alvorada, no Parque Vivencial Urbano do Setor Oeste, foi reinaugurado neste sábado (18) após uma obra de reconstrução desde a base. O espaço recebeu nova grama, traves e alambrado, em um investimento de R$ 2,9 milhões. A entrega marca a retomada de um equipamento esportivo tradicional da comunidade do Gama.
A obra começou em janeiro e ficou sob responsabilidade da empresa Ladart. Os recursos vieram de emenda parlamentar da deputada distrital Jaqueline Silva. Na cerimônia, a governadora Celina Leão participou da entrega e destacou as dificuldades enfrentadas ao longo do processo, incluindo entraves ambientais e burocráticos.
Espaço de uso coletivo
A reinauguração devolve ao bairro um ponto de convivência que atende diferentes faixas etárias. Crianças, adolescentes e adultos usam o campo para treinos, partidas e atividades de lazer. Além disso, o espaço tem papel relevante para escolinhas de futebol e projetos formativos que dependem de infraestrutura adequada para funcionar com regularidade.
Para quem acompanha a rotina do Gama, a reabertura tem efeito direto no cotidiano. Você percebe que a reforma não trata apenas de estrutura física. Ela organiza o uso do território, fortalece a prática esportiva e amplia as oportunidades de acesso ao lazer em uma área urbana consolidada. Em muitas cidades, equipamentos assim cumprem uma função que vai além do esporte. Eles conectam vizinhança, infância, formação e ocupação do espaço público.
Impacto na formação social
Moradores relataram que o campo fazia parte da história da região há anos. Everson Emmanuel Sales, 36, disse que jogava ali desde 2004 e hoje leva o filho, Emmanuel, de 9 anos, para brincar e treinar no mesmo local. O relato mostra uma continuidade comum em bairros que preservam espaços esportivos de uso comunitário: uma geração chega depois da outra e encontra o mesmo território como referência.

Michael Alves, 44, professor da Escola de Futebol Desportivo Gaminha, também destacou o papel social do equipamento. A escola atende cerca de 200 crianças e utiliza o futebol como ferramenta de permanência, disciplina e vínculo com a comunidade. Nesse contexto, o campo não funciona apenas como local de treino. Ele se torna um ponto de apoio para famílias que buscam rotina, orientação e participação social.
Entrega com função pública
A reinauguração do Alvorada reforça uma lógica presente em várias periferias urbanas: quando o poder público recupera uma área esportiva, amplia também as possibilidades de uso coletivo do bairro. O resultado não aparece apenas no gramado novo ou no alambrado renovado. Ele se expressa na circulação de pessoas, na retomada das escolinhas e na ocupação de um espaço antes comprometido.
No Gama, o campo volta a cumprir sua função central: reunir lazer, formação e convivência em um mesmo endereço. E, para muitos moradores, isso vale tanto quanto o investimento aplicado na obra.

