GDF investe R$ 3,5 milhões em Caps 24h no Gama para transtornos mentais graves

Unidade tipo III amplia rede psicossocial e garante atendimento contínuo na Região Sul

Redação FG
Lido a 4 Minuto
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O Governo do Distrito Federal (GDF) avança na construção do novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Gama

Com o Caps 24h no Gama, o cuidado em saúde mental deixa de ser distante e passa a ser parte do cotidiano da região. O Governo do Distrito Federal (GDF) avança na construção do novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Gama, voltado a pacientes com transtornos mentais graves e persistentes. A obra, com investimento de R$ 3,5 milhões, está na fase final e fica no Setor Norte da cidade. A estrutura principal já foi instalada, com redes de água, gás, energia e telecomunicações concluídas.

Você que mora no Gama sabe o impacto dessa entrega. Por anos, muitas famílias precisaram se deslocar até o Riacho Fundo para buscar atendimento. Agora, o serviço passa a existir na própria região, reduzindo tempo, custo e interrupções no tratamento.

O Caps será do tipo III, o modelo mais completo da rede, com funcionamento 24 horas, inclusive fins de semana e feriados. A unidade atenderá adultos a partir de 18 anos e contará com leitos de acolhimento breve para estabilização clínica. Na prática, isso significa cuidado contínuo para quem enfrenta sofrimento mental intenso.

Construído em um terreno de 3,5 mil m², o projeto prevê 740 m² de área edificada. O desenho privilegia convivência e cuidado diário. Haverá salas de atendimento individual, espaços coletivos, refeitório, farmácia, áreas externas e acessibilidade integral. A proposta é clara: tratar, acolher e manter vínculo.

A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, afirma que a nova unidade fortalece a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). “As demandas de saúde mental estão entre as que mais preocupam a população. Ampliar a rede é garantir acesso a uma política pública essencial”, diz.

A diretora regional de Atenção Secundária da Região Sul, Ângela Alves, destaca a equipe multidisciplinar. Psiquiatras, psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais farão parte do atendimento. O foco é integrar cuidado clínico, social e terapêutico.

O diretor do Hospital Regional do Gama, Ruber Paulo de Oliveira Gomes, reforça a mudança prática. “Por muitos anos, as famílias precisaram se deslocar até o Riacho Fundo. Agora, a população será acolhida na própria região”, afirma.

A estrutura foi pensada para acolher. A diretora administrativa da Região Sul de Saúde, Loiane Cabral, ressalta os jardins e a referência residencial do prédio. “A proximidade com a casa do usuário facilita o cuidado contínuo e reduz custos para as famílias”, explica. O engenheiro Pedro Henrique Florêncio Alves confirma ambientes amplos, integração entre áreas internas e externas e espaços coletivos.

Hoje, a Região Sul conta com um Caps para álcool e outras drogas em Santa Maria, em horário comercial. Com o novo Caps do Gama, a rede se amplia. O DF possui 18 centros psicossociais em funcionamento. Após a conclusão das obras, o GDF iniciará a contratação das equipes e a definição dos fluxos de atendimento.

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