Gama perde um de seus maiores ídolos. Francisco de Oliveira Santana, o “Santana”, faleceu aos 71 anos. O ex-jogador foi fundamental na conquista do Campeonato Candango de 1979. Ele era conhecido por sua versatilidade e por seu forte chute. O clube lamenta a perda de um de seus capitães mais emblemáticos.
A Sociedade Esportiva do Gama lamenta a morte de Francisco de Oliveira Santana, conhecido como Santana. O ex-jogador e ídolo do clube faleceu no dia 15 de agosto de 2025, vítima de um infarto. Aos 71 anos, Santana deixa um legado de dedicação. Ele foi um dos pilares do time que conquistou o primeiro título candango da história do Gama em 1979.
Segundo a diretoria do clube, Santana “está eternizado na história”. Ele deixou “muitas saudades”. O clube manifestou suas condolências aos familiares, amigos e fãs. O futebol brasiliense perdeu uma de suas lendas.

A Trajetória de um Campeão
Francisco de Oliveira Santana nasceu em Caxias, no Maranhão. A data de seu nascimento foi 25 de setembro de 1953. Sua jornada no futebol começou cedo. Ele atuou como meia armador no União de Moços Católicos. O time era de segunda divisão. Em seguida, ele mudou para o Guará Esporte Clube, na primeira divisão. Lá, Santana conquistou seu primeiro título.
Ele também foi convocado para a seleção de Caxias. A equipe disputou o Torneio Intermunicipal Maranhense de 1972. Chegou à final, mas perdeu para a seleção de Codó. Antes de vir para o Distrito Federal, Santana jogou nas categorias de base do Sampaio Corrêa.
Sua chegada ao DF foi em 1973. Primeiro, ele jogou no 21 de Abril, no futebol amador do Gama. Depois, foi para o Gaminha. Com o Gaminha, foi campeão amador do Gama em 1976. Isso rendeu-lhe uma convocação para a Seleção Amadora da OEG. Essa seleção disputou um amistoso contra a Seleção de Brasília. O jogo foi no Bezerrão, no dia do 16º aniversário do Gama.
Dedicação e Versatilidade em Campo
Santana foi um dos poucos atletas a defender o Gama por mais de oito anos. Ele estava no clube desde sua formação. Seu futebol era lúcido. Seu chute, fortíssimo. Essa versatilidade era admirada pelos treinadores. O saudoso técnico Martim Francisco, por exemplo, o elogiava. Ele dizia que Santana “quebrava o galho em sete posições”. Além disso, Santana era um excelente cobrador de faltas. Ele fazia valer seu chute potente com o pé direito.
O início da carreira no Gama foi desafiador. Os jogadores treinavam no campo do Itamaraty, no Plano Piloto. A rotina começava cedo. Uma Kombi apanhava os atletas em casa por volta das quatro da manhã. Ninguém reclamava. Eles tinham outro emprego. O treinamento era feito nesse único horário disponível. Santana, por exemplo, trabalhava no Touring Club. Após os treinos, ele pagava café para os colegas na Rodoviária de Brasília. Muitos não tinham dinheiro para isso.
Em 1976, o Gama se tornou profissional. Santana foi o segundo jogador a assinar um contrato de 800 cruzeiros. O clube não conseguia pagar os salários. Os jogadores sabiam disso. Eles assinaram o contrato mesmo assim. Afinal, a paixão era maior que as dificuldades.
O Legado de um Capitão
Santana foi capitão do Gama por muito tempo. Ele ajudou o clube a construir sua história. A carreira dele foi marcada por importantes conquistas. Ele foi bicampeão do Torneio Incentivo (1977 e 1978). Ele também foi campeão brasiliense de 1979. Esse foi o primeiro título da história do clube.
Sua dedicação é refletida em seus números. Ele jogou 13 partidas e fez 1 gol em 1976. Em 1978, participou de 15 jogos e marcou 2 gols. Em 1979, ano da grande conquista, jogou 14 partidas e fez 2 gols. Os dados mostram a sua presença constante em campo.
A morte de Santana é uma grande perda. Ele será lembrado como um dos maiores ídolos do Gama. Sua história de luta e paixão inspira novas gerações. A lenda de Santana vive para sempre no coração da torcida.

