As escolas públicas do Gama seguem recebendo atividades do projeto “Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo!”, realizado pela Companhia Circo Boneco e Riso. A iniciativa promove oficinas de brinquedos populares e apresentações circenses até o dia 26 de maio.
Na quarta-feira, 20 de maio, as ações chegam às Escolas Classe 15 e 29, com atividades nos períodos da manhã e da tarde. O projeto busca ampliar o acesso à cultura e fortalecer a relação entre arte, educação e comunidade.
As informações sobre programação e atividades podem ser acompanhadas pelo Instagram da companhia.
Oficinas unem cultura popular e formação artística
As oficinas trabalham a confecção de brinquedos populares e aproximam estudantes das tradições do circo popular brasileiro.
Você observa crianças montando brinquedos com materiais simples enquanto artistas compartilham histórias, técnicas circenses e elementos da cultura popular. O movimento acontece dentro das escolas, transformando o espaço escolar em ambiente de criação coletiva.
Além da formação artística, as atividades estimulam convivência comunitária e participação cultural entre estudantes e educadores.
Segundo a coordenadora-geral do projeto, Mariana Fernandes, as ações já passaram pelas Escolas Classe 9 e 28 e ainda alcançarão outras unidades públicas do Gama.
“Com um elenco exclusivamente feminino, foco na diversidade cultural e na inclusão, o projeto busca estimular o interesse pelas artes circenses e ampliar o repertório cultural dos participantes”, explica.
Espetáculo resgata legado do Mestre Zezito
O espetáculo “Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo!” revisita a trajetória de mais de quatro décadas do grupo Circo Boneco e Riso no Distrito Federal. A montagem reúne memória, tradição circense e continuidade familiar na preservação da cultura popular.
A apresentação também incorpora artistas com deficiência, ampliando a dimensão inclusiva do projeto e fortalecendo a participação de diferentes públicos nas atividades culturais.
Você assiste a números de palhaçaria, mamulengo, música popular e intervenções circenses que atravessam gerações. Essa experiência não pertence apenas ao palco. Ela dialoga diretamente com a memória afetiva de quem cresceu acompanhando o circo popular nas cidades brasileiras.
Além das apresentações, a iniciativa movimenta profissionais ligados à economia criativa e incentiva a continuidade de práticas culturais tradicionais.
História do Circo Boneco e Riso
A Companhia Circo Boneco e Riso foi criada em 1968, em Juazeiro do Norte, no Ceará, por José André dos Santos, conhecido como Mestre Zezito. Em 1991, o artista mudou-se para o Distrito Federal acompanhado da companheira Rosineide Amorim. Poucos anos depois, o grupo passou a desenvolver oficinas de brinquedos populares, perna de pau e atividades circenses em comunidades periféricas.
Mestre Zezito ficou conhecido pelo personagem Palhaço Pilombeta, realizando números de trapézio, equilíbrio, monociclo, ventriloquia e mamulengo. Ao longo dos anos, também formou jovens artistas das periferias e ampliou o contato de crianças e adolescentes com o circo popular.
Foi nesse ambiente cultural que as filhas Rita de Cássia, Maria e Isabel passaram a integrar o grupo ao lado da mãe, Rosineide de Nazaré.
Após a morte de Mestre Zezito, em 2006, a família deu continuidade às atividades da companhia, mantendo oficinas, espetáculos e ações de formação cultural.
Hoje, o grupo é reconhecido como uma das referências da arte circense popular no Distrito Federal e em Goiás.
Cultura viva nas escolas públicas
O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB-DF). A iniciativa integra ações da Política Nacional de Cultura Viva, por meio de parceria entre o Instituto Voar Cultural, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (SECEC-DF) e o Ministério da Cultura.
As atividades reforçam o papel das escolas públicas como espaços de acesso à cultura e circulação artística. Você percebe que muitos estudantes têm o primeiro contato com apresentações circenses dentro da própria escola. Para parte deles, o espetáculo funciona como porta de entrada para experiências culturais antes distantes da rotina cotidiana.
Cronograma das atividades
No dia 20 de maio, as oficinas serão realizadas na Escola Classe 15, das 8h às 10h e das 16h às 18h. Já na Escola Classe 29, as atividades ocorrerão das 10h às 12h e das 13h30 às 15h30.
As apresentações acontecem no dia 22 de maio. Na Escola Classe 15, os espetáculos serão às 9h e às 16h. Na Escola Classe 29, às 11h e às 13h30.
O encerramento da circulação ocorrerá em 26 de maio, na Escola Classe 07, com oficinas às 8h e 14h30 e apresentações às 11h e 13h30.
Síntese:
“Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo!” transforma escolas públicas do Gama em espaços de memória, inclusão e continuidade da cultura circense popular brasileira.
Cronograma das apresentações e oficinas
20 de maio (quarta-feira) OFICINA
ESCOLA CLASSE 15
8h às 10h e 16h às 18h
ESCOLA CLASSE 29
10h às 12h e 13h30 às 15h30
22 de MAIO (sexta-feira) – APRESENTAÇÃO
ESCOLA CLASSE 15
9h e 16h
ESCOLA CLASSE 29
11h e 13h30
26 de maio – OFICINA e APRESENTAÇÃO
ESCOLA CLASSE 07
8h e 14h30, oficina.
11h e 13h30, espetáculo

